- Evidenciador ,
- 03 mar 2026
Em um relatório de 36 páginas divulgado na última semana, uma comissão do Congresso dos Estados Unidos acusa a China de manter uma base secreta no Brasil. De acordo com o documento, o local utilizado estaria em Salvador, na Bahia: a Estação Terrestre “Tucano”, estabelecida por meio de um acordo em 2020. Os congressistas americanos afirmam que o espaço funciona na Ayla Space, empresa brasileira do setor aeroespacial, que atua em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, para análise de informações de satélites.
“As implicações militares são reforçadas pelos laços formais do projeto com as instituições de defesa brasileiras. A Alya Nanosatellites também assinou um memorando de entendimento com o Departamento de Tecnologia e Ciência da Força Aérea Brasileira, que inclui o treinamento de pessoal militar em simulação de órbita e a utilização de antenas da Força Aérea como backup para a base de Tucano. Essa integração proporciona à China um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo em que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA (…). A China poderia desenvolver uma capacidade de vigilância de alta revisitação capaz de identificar ativos militares camuflados e rastrear objetos espaciais estrangeiros em tempo real” , sustenta trecho do documento dos congressistas americanos.

No mapa da América do Sul apresentado no relatório, há citação de supostas bases chinesas em outros países sul-americanos, como a Argentina. No entanto, apenas a hipotética base da China no Brasil é classificada como “não oficial”. O Brasil é citado quinze vezes no documento, enquanto “brasileiros”, sete vezes.