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Pode ser PIX? Entenda quais as oportunidades e as vantagens do meio de pagamentos mais comentado da internet

Pode ser PIX? Entenda quais as oportunidades e as vantagens do meio de pagamentos mais comentado da internet

Olá, quero te convidar a acompanhar esta coluna semanalmente a partir de 10 de janeiro. Minha proposta é utilizar este espaço para conversarmos, de forma leve e descomplicada, sobre temas de economia, negócios, tendências e tecnologia, com opinião e profundidade sobre questões que influenciam o nosso cotidiano. O artigo de inauguração da coluna aborda um

Olá, quero te convidar a acompanhar esta coluna semanalmente a partir de 10 de janeiro. Minha proposta é utilizar este espaço para conversarmos, de forma leve e descomplicada, sobre temas de economia, negócios, tendências e tecnologia, com opinião e profundidade sobre questões que influenciam o nosso cotidiano.

O artigo de inauguração da coluna aborda um dos temas mais comentados na internet nas últimas semanas, o Pix. Vamos olhar mais de perto as oportunidades que este novo meio de pagamentos traz e suas vantagens.

Nós mal nos acostumamos ao Pix e eu já faço um alerta: prepare-se, transformações maiores se avistam no horizonte!

Não vou entrar em detalhes sobre como se cadastrar e começar a utilizar o PIX, bem como sobre riscos e outras questões técnicas. Mas separei um conteúdo que pode ser útil para te auxiliar nestas questões.

https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/perguntaserespostaspix

Afinal, o que muda no dia a dia?

Imagine poder fazer suas compras às quintas na Feira da Lua sem ter de se preocupar em carregar dinheiro ou moedas para facilitar o troco, levando apenas seu celular (com conexão à Internet, claro). Pois é, isso já é possível com o pagamento instantâneo brasileiro, o Pix. Com ele, o consumidor pode pagar diretamente na conta do feirante sem precisar movimentar dinheiro físico, o que ajuda, inclusive, nestes tempos de pandemia.

Aproveitar aquele desconto pela compra na Internet também pode ficar muito mais interessante, simples e rápido. Você não mais precisará esperar até três dias para compensar o boleto, no caso de uma compra realizada numa sexta-feira, ou o seu operador de cartão confirmar a transação para ver seu produto ser enviado.  Com o Pix, o administrador do e-commerce recebe seu pagamento em não mais do que 10 segundos após você ter feito a operação, a qualquer dia da semana, 24 horas por dia.

Para os empresários, uma vantagem adicional é o fato de o Pix não precisar de maquininha e não gerar taxas, diferentemente dos cartões de crédito e débito. A única demanda é um aparelho de celular com acesso à internet, e os custos são praticamente zero (vamos falar mais sobre custos a seguir). As empresas terão outras facilidades, como poder realizar o pagamento da folha via banco sem que os colaboradores necessitem ter conta no banco de relacionamento da empresa. Os pagamentos poderão ser realizados diretamente do banco de relacionamento da empresa para o banco de relacionamento do colaborador, sem toda aquela tradicional burocracia e o melhor, cai na hora, com custo quase zero. Um benefício também pode ser aproveitado nas compras de matérias-primas, em que o fornecedor avisa “envio após confirmação de pagamento”, que pode demorar até alguns dias para acontecer, podendo resultar em atrasos em sua produção. Pagando por meio do Pix, o fornecedor recebe seu pagamento em segundos.

Comparando o Pix ao cartão de débito, podemos facilmente enxergar as vantagens: para o comprador utilizar o cartão de débito, ele precisa pagar a anuidade do cartão e estar com ele em mãos para realizar as compras. Para o empresário, ele precisará utilizar a maquininha de cartão, que tem um custo de aquisição e ainda o custo da transação, que na média é de 1,7% do valor da compra, além disso, tem que esperar até um dia útil para o dinheiro cair na conta. Com o Pix, o comprador só precisa estar com o smartphone em mãos e o empresário recebe o dinheiro na hora, a uma taxa fixa ou até isenta, dependendo do banco de relacionamento.

Entenda como o Pix funciona

O Pix é uma opção de meio de pagamento à vista, assim como o dinheiro em papel, o cartão de débito, o cheque e o TED. Assim, a primeira coisa que precisa ser entendida é que não se trata de uma moeda eletrônica, e sim uma nova forma que os brasileiros têm para pagar e receber em Reais. Mas e aí, o que muda? Como as transações acontecem?

O Banco Central (BC) é quem define as regras de funcionamento do Pix, além de ser o gestor das plataformas operacionais, provendo as infraestruturas tecnológicas necessárias ao mercado. As operações Pix podem ser realizadas a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga. A operação acontece pelo sistema de pagamentos instantâneo do BC, e com isso há a eliminação de vários intermediários, o que reduz tempo de execução e custos para os usuários.  Sem dúvidas, é uma importante inovação do BC em 2020 e já está impactando o mercado de pagamentos de varejo no Brasil.

Falando em custos, quem é que paga por essa conta? Pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) são isentos de pagamento. Já as pessoas jurídicas, estas poderão ser taxadas pela instituição bancária que têm relacionamento. Ainda não foram divulgados os valores, contudo, os bancos informam que serão bem abaixo dos praticados para o TED ou DOC. Para se ter uma ideia, quando uma operação Pix é realizada, o banco do recebedor é quem paga pela operação, porém, o custo é de apenas R$0,01 para um pacote de 10 recebimentos.

Por enquanto, o Pix é uma forma de pagamento à vista. Contudo, o BC já se pronunciou em relação ao Pix Programado a partir 2021, sendo uma forma de pagamento semelhante ao cartão de crédito, possibilitando a compra parcelada.

Limite de valor nas transações

O BC não estabeleceu valor mínimo e máximo para o Pix. Mas não se assuste se seu banco estabelecer limites com a justificativa de reduzir riscos com fraudes e outras modalidades de crimes como a lavagem de dinheiro e sequestros relâmpagos. Como sabemos, os bancos no Brasil têm, historicamente, pouquíssimo apetite ao risco!

Uso de chaves

As operações acontecem mediante o uso de uma Chave Pix que deve ser previamente criada, podendo ser seu CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória (uma sequência alfanumérica gerada aleatoriamente que poderá ser utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta transacional). Cada usuário pode cadastrar até 5 chaves para receber via Pix.

O recebedor também pode gerar QR Codes, que podem ser estáticos ou não. O feirante que vende alface na Feira da Lua, por exemplo, pode criar um QR Code para que você pague pelo maço de alface lisa e um outro para que você pague pela alface americana. Basta que seu aplicativo bancário leia o QR Code para que o sistema informe ao feirante que o valor já está disponível na conta corrente dele, tudo isso em poucos segundos.

A esta altura você já deve estar se perguntando: o TED e DOC vão morrer? O cartão de débito não será mais aceito? Não, isso não vai acontecer, pelo menos não agora! O que vai mudar será a configuração do fluxo de caixa das empresas, pois, além dos valores recebidos em papel moeda, em cheque, boleto, cartão de crédito e débito, terá o PIX.

O Pix em números

O Pix entrou em funcionamento pleno a partir de 16 de novembro de 2020, onde valores em reais passaram a ser transferidos entre contas em poucos segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano. Diferente de outros meios como o TED ou DOC, com o Pix não é necessário saber onde a outra pessoa tem conta, digitar códigos de barra como nos boletos bancários. Seu cliente somente lhe informará a Chave Pix, que pode ser o CPF ou mesmo o número de telefone celular, isto é o suficiente para que a transferência seja realizada.

Já no primeiro dia de funcionamento pleno, de acordo com estatísticas do Banco Central, 1.5 milhão de operações Pix foram realizadas, movimentando R$ 1.16 bilhão*. O Pix movimentou, até 08 de dezembro, quase R$ 57 bilhões em apenas 23 dias de operação (data que escrevo este artigo), e já foram cadastradas mais de 104 milhões de chaves Pix. Só para se ter uma ideia do que esses números representam, no último trimestre de 2019 o número de cartões de crédito e débito ativos no Brasil era de 255 milhões, lembrando que esta modalidade já está em uso desde a década de 1950.  

Esses números revelam a rapidez com que o Pix está sendo adotado por nós brasileiros e a velocidade que as inovações ganham escala com o uso das tecnologias da informação e comunicação. Cabe lembrar que no Brasil, de acordo com dados da Anatel, há mais smartphones operando atualmente do que a quantidade de habitantes, são 234 milhões de celulares capazes de se conectar à internet em funcionamento, o que explica em parte a rápida e massiva adesão ao Pix.

E por que só agora o Pix?

O Banco Central lutando para manter seu poder de regulador.

Os bancos centrais mundo a fora, incluindo o Banco Central do Brasil, estão vendo seu poder de controle sobre a movimentação de dinheiro diminuir com a popularização das criptomoedas, como o BitCoin, por exemplo. Esse tipo de tecnologia elimina a necessidade da intermediação de um banco central como certificador de uma transação, para isso a tecnologia do Block Chain é utilizada, que é um mecanismo de protocolos compartilhados e que garante grande segurança e, ao mesmo tempo, descentralização do sistema financeiro mundial, mas esse é um assunto para outros artigos.

O mais importante por hora é compreender que os bancos centrais, leia-se o Banco Central do Brasil no caso do Pix, estão vendo seu papel de regulador ser diminuído e, com isso, seu poder de controle da moeda ser compartilhada com empresas e pessoas, isso pode reduzir sua capacidade de realizar políticas monetárias, de fixar a taxa básica de juros e de estabelecer normas, sem falar do aumento do espaço para o crime atuar no mundo digital.

O que podemos esperar para um futuro breve? Quais outras inovações se avizinham?

O Pix é o primeiro e muito importante passo para que o BC lance, num futuro não tão distante, o Real Digital. O Pix é um meio de pagamentos e não uma moeda, como já dito, ele não concorre nem com o Real, tampouco com as cripto moedas como o Bitcoin. Porém, com um meio de pagamentos digital amplamente aceito e confiável, será questão de tempo até o BC criar sua moeda digital, o Real Digital. Não será nenhuma surpresa aparecer nas casas de câmbio a cotação do Real Digital frente ao Real, assim como temos hoje a cotação do Dólar.

Muita mudança para você? Sem dúvida, toda transformação cria dúvidas e incertezas, mas uma coisa é possível afirmar, a forma como compramos ou consumimos bens e serviços vai mudar ainda mais nos próximos anos. Portanto, entender e se adaptar pode gerar boas oportunidades para seu negócio e pode gerar mais benefícios para os consumidores, pois tendem a reduzir os custos de transação e agilizar nossas compras em escala global. Estaremos atentos a estes movimentos e te manteremos informado!

*Informações disponibilizadas no site do Banco Central no dia 09/12/2020.

2 comentários

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2 Comentários

  • Avatar
    Vânia
    12 de dezembro de 2020, 7:07 AM

    Excelente matéria. Muito esclarecedora e escrita de maneira fácil de compreender! Obrigada e parabéns!

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  • Avatar
    Adriana
    13 de dezembro de 2020, 12:10 AM

    Muito boa matéria, parabéns.

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