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A história do Cene

A história do Cene

Poucos alunos que passam por uma escola se interessam por sua história. Não há uma conscientização do quanto é importante conhecer a história de um estabelecimento educacional. Neste sentido, procurarei contar a trajetória da escola mais importante de nossa cidade e que, por um tempo, foi referência regional.    A população de Osvaldo Cruz ansiava

Poucos alunos que passam por uma escola se interessam por sua história. Não há uma conscientização do quanto é importante conhecer a história de um estabelecimento educacional. Neste sentido, procurarei contar a trajetória da escola mais importante de nossa cidade e que, por um tempo, foi referência regional.   

A população de Osvaldo Cruz ansiava pela criação de um ginásio estadual, visto que os alunos que terminavam o quarto ano escolar não tinham perspectiva de continuarem seus estudos. Somente aqueles que pertenciam às famílias abastadas é que podiam frequentar as escolas de Tupã ou de Lucélia, para fazerem o ginásio. Alguns iam para Marília e até Campinas.

Em 1948, começou um movimento pela criação de tal estabelecimento escolar. O primeiro passo, foi pedir ao senhor Max Wirth, fundador da cidade, a doação de um terreno onde o ginásio pudesse ser construído. Este aquiesceu ao pedido e fez a doação. Foi lançada a pedra fundamental, mas a obra não teve início de imediato. A par disso, foi pedido à Secretaria Estadual da Educação a autorização para que a escola pudesse funcionar.

Passados quase dois anos, o então deputado estadual, Ulisses Guimarães, enviou ao prefeito Orlando Bergamaschi um recorte do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com a publicação da lei nº 613, de 2 de janeiro de 1950, criando o ginásio estadual de Osvaldo Cruz.

 A notícia foi recebida com muita festa. Afinal, quase um ano antes, os trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro tinham chegado à cidade. Agora, a criação do Ginásio Estadual. Era muito bom!

Porém, havia um problema, a nova escola não tinha um prédio onde pudesse funcionar. O único prédio que podia abrigar o estabelecimento estava alugado à Escola Técnica de Comércio, fundada um ano antes. Várias sugestões foram feitas para se conseguir um endereço, mas sempre esbarravam em um obstáculo.

O Dr. João Grande de Mello sugeriu solicitar à Secretaria Estadual da Educação a cessão de uma parte do Grupo Escolar, cuja construção estava em fase de conclusão. Este Grupo Escolar seria mais tarde, a Escola Max Wirth. A solicitação foi feita.

Depois de muita insistência por parte das autoridades locais, a Secretária autorizou o funcionamento do referido estabelecimento de ensino, que se chamou Ginásio Estadual de Osvaldo Cruz, de maio de 1950 a março de 1954. Em 1953, foi criado o curso Normal, que foi instalado no ano seguinte, quando a escola passou a se chamar ENGE Escola Normal e Ginásio Estadual, de março de 1954 a março de 1959.

Durante o tempo em que está em funcionamento, a escola teve outras denominações, como CEEN Colégio Estadual e Escola Normal, de março de 1959 a novembro de 1961. CEEN Colégio Estadual e Escola Normal “Benjamin Constant”, de novembro de 1961 a abril de 1965. Instituto de Educação “Benjamim Constant”, de abril de 1965 a março de 1967. CENE “Benjamin Constant, de abril de 1967 a janeiro de 1976. EESG “Benjamin Constant”. De 1976 em diante. Hoje, se chama EE Escola Estadual “Benjamin Constant.                 

A título de curiosidade, em 1961, antes da escola receber o nome de Benjamin Constant, o vereador Décio Filho entrou com um requerimento em uma sessão da Câmara, pedindo à Congregação do Colégio Estadual e Escola Normal, no sentido de que ele passasse a ser denominado como Colégio Estadual e Escola Normal “Rui Barbosa”. O requerimento não foi aprovado. A escola funcionou no mesmo prédio até o dia 6 de junho de 1961, quando foi inaugurado o atual prédio.

No tempo em que funcionou junto ao Grupo Escolar, o prédio sofreu várias reformas para atender a demanda de alunos que ali estudavam. Em 1958, o prédio já dava sinais de colapso. Tinha problemas de fiação, no forro e outros. Pouco tempo depois do colégio se mudar para seu endereço atual, o prédio do Grupo foi interditado.

Ainda naquele ano, o Grêmio Estudantil da Escola Normal e Ginásio Estadual, que estava com suas atividades paralisadas, foi reativado e teve seu nome mudado. De Grêmio Estudantil “Spartacus Astofi”, passou a se chamar Grêmio Estudantil “Machado de Assis”. A primeira Diretoria com a nova denominação, teve como Presidente Antonio Sidnei Magnani e Primeira Secretária Maria Aparecida Boschaerts. 

A partir daí, foi formado o time de basquete da escola, o GEMA, que tantas alegrias deu à população de Osvaldo Cruz, sendo campeão em vários torneios. Também foi criado o Orfeão “Uirapuru”, composto por cerca de sessenta vozes, que se apresentava em solenidades e festividades locais e regionais.

O Cene, como é conhecido, por um tempo teve os cursos Normal, Clássico e Científico, que foram englobados pelo Curso Colegial. Chegou a ter quase 1.500 alunos.

No ano de 1980, em comemoração aos 30 anos da escola, foi editada uma revista contando tudo sobre ela.

9 comentários

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9 Comentários

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    Manuel Martins de Oliveira
    26 de janeiro de 2021, 12:14 AM

    Gostei do relato sobre o CENE, pois estudei de 1960 a 1963 e relembro com muita saudades dos amigos e colegas, dos jogos do GEMA e até da Da. Marina nossa diretora, que a gente tremia de medo dela.

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    Adriane Cavacini
    26 de janeiro de 2021, 8:53 PM

    Que orgulho da nossa gente

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    Carlos Roberto de Oliveira
    27 de janeiro de 2021, 10:10 AM

    Maravilhoso. Graves recordações. Vc e o CARA Tadeu.

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    Roberto Schiewaldt
    30 de janeiro de 2021, 4:45 PM

    Me esqueci de falar do Sr Aldo que era inspetor de alunos dos brabos e que para meu desespero morava em frente à minha casa na Av.Getúlio Vargas e da esposa dele que era professora de canto orfeônico e tocava lindamente um piano que de minha casa eu ficava ouvindo.Outra pessoa que merece destaque é o professor Osvaldo que aos domingos narrava os jogos pela Rádio Clube de Osvaldo Cruz e que a bem da verdade foi o mestre do Osmar Santos inclusive criador de alguns jargões usados mais tarde pelo seu discipulo.

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    Maria wanda borges visoni
    17 de fevereiro de 2021, 1:22 PM

    Obrigada pelo artigo contando a história da educação em Osvaldo Cruz, enaltecendo este estabelecimento de ensino. Tive o privilégio de fazer parte da primeira turma do magistério formado pela Escola Normal. Excelentes educadores orientados pelo corpo docente da maior qualidade na época. Vamos resgatar estes nomes

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